quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Amor e paixão
Você consegue perceber a diferença entre os dois sentimentos? Sempre ouvi falar que amor é mais suave, sutil, sublime. Já a paixão é conseiderada por muitos avassaladora, insana. Diante dessas descrições poderia considerar que amor é monótono e paixão é um suicídio a médio prazo.
No entanto não tenho uma opinião formada ainda sobre isso. Não sei ao certo se sei distinguir esses sentimentos em mim. Acredito, de forma quase lúdica, que o amor e paixão devem caminhar juntos. Assim teríamos doses de cada um desses adjetivos.
O que gosto é de utilizar cada um dos sentidos: paladar, olfato, tato, audição e visão. Cada um na sua hora e todos ao mesmo tempo. Não acho que amor sem paixão seja bom. Deve ser chato. E paixão sem amor é loucura. Dá vontade de morrer e de repente essa vontade passa, assim como o sentimento.
Como saber que encontrou a pessoa certa? Existe pessoa certa? Como sentir isso tudo e não sentir medo também?
Por que sentimentos não são como cálculos matemáticos? Ao menos saberíamos o valor de cada X. Mais ainda, saberíamos o percentual de risco de cada relação. Gostaria de saber como seria a sociedade se o sentimento também fosse racionalizado.
*Muita gente me disse que as letras dos posts estavam enormes. No meu pc não aparece desta forma. Por favor, me informem como está agora...
Beijos,
T.Costa
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Promessas de Ano Novo
1.Emagrecer 5 quilos;
2.Guardar dinheiro;
3.Comprar um carro;
4.Mudar para a casa nova;
5.Vender muita prata;
6.Mudar de emprego.
*Não necessariamente nessa mesma ordem.
2.Guardar dinheiro;
3.Comprar um carro;
4.Mudar para a casa nova;
5.Vender muita prata;
6.Mudar de emprego.
*Não necessariamente nessa mesma ordem.
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domingo, 20 de dezembro de 2009
MINHA Teoria da Individualidade
Desde Descartes (Sec XIV) o indivíduo era o fundamento e o núcleo central de todo conhecimento. A consciência de si era o fundamento da subjetividade humana. Através da razão o homem poderia alcançar todos os seus propósitos teóricos ou práticos sem precisar recorrer à luz sobrenatural. Kant também acreditava que o indivíduo era o fundamento de todo conhecimento e que a razão era o núcleo da subjetividade humana. Para ele o individuo possuiria as formas ou princípios apriori da sensibilidade e do entendimento, que serviriam para dar coerência e sentido ao real. Com Hegel a razão não somente era o nucleo do indivíduo como a história universal nada mais era que a manifestação da razão. O indivíduo foi entendido pela filosofia moderna como ser racional e autônomo.
Esta noção foi logo abandonada pela filosofia contemporânea. Com Marx, Freud e Nietzsche a noção de indivíduo entrou em crise.
Marx através do seu conceito de ideologia nos mostrou que a consciência que o indivíduo tem de si e do mundo é uma falsa consciência. As representações ideológicas surgem das atividades humanas dominando o espírito do homem. Dessa forma, não é a consciência que determina a vida, mas é a vida que determina a consciência.
Por sua vez, a psicanálise freudiana nos mostrou que o indivíduo não é um ser da consciência, mas sim da inconsciência. O ser humano não é um ser da razão, mas sim é governado por um querer cego e irracional, dominado pelas paixões e desejos inconscientes. Freud comparou o indivíduo a um Iceberg, onde a parte mais superficial, que está fora d’água, seria a consciência; e a parte maior e mais profunda, que está submersa , é o incosciente.
Já com Nietzsche o próprio conceito de “eu” fixo e estável perde sentido, pois o homem é uma espécie cujas qualidades não estão fixadas. Nietzsche propõe a alma como pluralidade do sujeito ou como estrutura social dos impulsos e afetos. O sujeito se constitui no terreno dos acontecimentos históricos, das contradições, das relações de força e poder.
Com a filosofia contemporânea não existe mais a noção de um indivíduo pronto, acabado, fixo e estável como tornou-se axiomático pensar. Os pensadores contemporâneos descobriram que o ser humano em seus modos de ser, pensar, agir e valorizar é determinado historicamente no interior das práticas sociais. Na verdade, não há uma natureza humana. Já dizia Marx que o homem é aquilo que faz. Ele é o produto da sua ação. O ser humano desde a antiguidade modificou sua natureza, seu pensamento, seus valores. Por exemplo, quando pensamos na antiguidade clássica ficamos perplexos com o espírito daqueles povos. Quando lemos Satiricom de Petrônio ou alguma biografia escrita por Plutarco sobre a vida de Alexandre ou César, ficamos chocados com os valores e com os modos de ser daqueles povos. Os valores e os modos de viver dos antigos foram determinados pela ética guerreira. O homem moderno abandonou aquela natureza cruel, espontânea, guerreira e se tornou um ser “dócil”, “serviçal” e “respeitador” das leis. Esse raciocínio nos leva a concluir que a natureza humana é maleável, modifica-se constantemente.
Para Marx o indivíduo é determinado por aquilo que ele faz. O sujeito é determinado pelo seu “ser social”. É o comportamento material que fomenta suas representações e pensamento. Marx análisa o indivíduo a partir de sua ação, a partir daquilo que ele faz. O homem é um ser que produz, trabalha, faz comércio e cria relações a partir de seu trabalho. Dessa forma, o seu pensamento, os seus valores, a sua religião está condicionada pelo seu fazer, ou seja, pelo seu trabalho. O indivíduo como ser racional e moral surge através das relações de produção, troca e intercâmbio material entre os homens.
Já Nietzsche não difere o homem do animal. Ele mostra que o homem é um ser que foi domesticado historicamente a ser aquilo que é, ou seja, a ser consciente, responsável, trabalhador, respeitador das leis e temente a Deus.
Para Nietzsche não existe uma origem para o indivíduo, ele foi inventado. Ele é uma criação da crueldade das leis penais e religiosas. As leis penais e religiosas são mais importantes que as relações econômicas.
E VOCÊ O QUE É?
O que nos tornamos? Em que nos tornamos? Vemos pessoas não sentirem nada ao passar por um mendigo. Melhor seria sentir asco, ao menos o repúdio seria uma forma de sentimento. Lidamos tanto com a cabeça que esquecemos do coração.
Mas como deveríamos agir? Ao lidarmos com o coração, corremos o risco de sermos patéticos, injustos e muitas vezes egoístas.
Mas não seria o ser humano um completo imbecil egoísta? Podemos nos desprender de bens materiais, alguns emocionais, mas sempre terá algo que não abrimos mão. Para uns seria a vaidade, outros o que chamam de essência, alguns chamam de caráter. Ao não abrirmos mão do que chamamos de princípios também estamos sendo egoístas. Ao não entender que o outro tem suas próprias teorias e seus princípios mais enraizados estamos sendo altamente egoístas.
É o que fazemos ao vermos um casal de gays e 'aceitamos', mas não queremos ver um gesto de carinho em público entre eles. É o que fazemos quando vemos um negro em um alto posto dando uma bronca em um funcionário e pensamos, debochadamente, que é só dar um pouquinho de poder ao pobre (sim, porque temos a visão de que negro é pobre) que ele abusa.
É quando somos egoístas que estamos mostrando nossa individualidade. É possível ser egoísta sem ser cruel. Basta aceitar que é um ser egoísta! Que pensa primeiro em você. Até porque se não fosse assim você seria Jesus Cristo (Vale lembrar que até o próprio quando estava como ser humano na Terra, solicitou à Deus "afastar-lhe o cálice".
Não é vergonha querermos ser melhores, querermos ser ricos, ser bons, ser saudáveis. Triste é quem não aceita isso e acredita que apenas o outro é egoísta. Este ser faz julgamentos e torna-se tão individualista quanto o outro ao achar que a única verdade absoluta é a sua.
No nosso mundo não existe verdades absolutas. Existe a verdade de cada um.
Infelizmente nunca vamos entender isso por completo, pois somos indivualistas.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Problemas cardíacos
O estresse está muito mesmo. Meu chefe teve um infarto. Está vivo (a quem interessa saber)!
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Responsabilidade
Quando crianças sonhávamos em tornarmos adultos. Essas pessoas com poder de escolher o que querem fazer, sair a qualquer momento, trabalhar e não estudar, ver qualquer coisa na tv, tomar bebida alcóolica, fumar, pintar as unhas de vermelho.
Ao tornarmos adultos, percebemos que não é bem assim. Para sair é preciso ter dinheiro e para isso trabalhar, o que te impede de sair a qualquer momento. Para conseguir fazer, às vezes, um bom passeio é preciso mais dinheiro, então cai por água a teoria de trabalhar e não estudar. É sabido que para crescer no emprego é necessário estudo (ao menos para nós, simples mortais). A sociedade não nos permite a máxima: Faço e falo o que quero. Você até pode, mas as consequências são sempre maiores do que conseguimos suportar, por isso, nos podamos em determinados momentos.
Enfim, tornar-se adulto é apenas uma consequência da vida e não uma felicidade. Com a altura e a possibilidade de consumir bebida alcóolica e fumar vem também a responsabilidade.
O ser adulto precisa ser responsável. Por si e, muitas vezes, por outros. Mas se todos devem ter responsabilidade, por que algumas pessoas simplesmente ignoram este fato?
De acordo com o livro "O Pequeno Príncipe", tu te tornas responsável por aquilo que cativas. Eu, particularmente, acho uma puta sacanagem. Mas, na maioria das vezes, é assim mesmo.
Agora o que mais me deixa irritada é gente sem profissionalismo. Gente que não tem responsabilidade para com seu emprego, para com seu funcionário, para com seu cliente.
Há dois meses tenho problemas com a entrega das compras de supermercados em minha casa. E olha que foram supermercados diferentes. As empresas não se preocupam sequer em dar satisfações. E eu aqui, com a cabeça cheia de responsabilidades. Trabalho, amor, amigos, família. Nenhum compromisso pode passar despercebido. Não posso magoar ninguém. Preciso levantar cedo para ganhar meu pão de cada dia.
Sinto-me lesada, mas a vida não tem Procom!
Ao tornarmos adultos, percebemos que não é bem assim. Para sair é preciso ter dinheiro e para isso trabalhar, o que te impede de sair a qualquer momento. Para conseguir fazer, às vezes, um bom passeio é preciso mais dinheiro, então cai por água a teoria de trabalhar e não estudar. É sabido que para crescer no emprego é necessário estudo (ao menos para nós, simples mortais). A sociedade não nos permite a máxima: Faço e falo o que quero. Você até pode, mas as consequências são sempre maiores do que conseguimos suportar, por isso, nos podamos em determinados momentos.
Enfim, tornar-se adulto é apenas uma consequência da vida e não uma felicidade. Com a altura e a possibilidade de consumir bebida alcóolica e fumar vem também a responsabilidade.
O ser adulto precisa ser responsável. Por si e, muitas vezes, por outros. Mas se todos devem ter responsabilidade, por que algumas pessoas simplesmente ignoram este fato?
De acordo com o livro "O Pequeno Príncipe", tu te tornas responsável por aquilo que cativas. Eu, particularmente, acho uma puta sacanagem. Mas, na maioria das vezes, é assim mesmo.
Agora o que mais me deixa irritada é gente sem profissionalismo. Gente que não tem responsabilidade para com seu emprego, para com seu funcionário, para com seu cliente.
Há dois meses tenho problemas com a entrega das compras de supermercados em minha casa. E olha que foram supermercados diferentes. As empresas não se preocupam sequer em dar satisfações. E eu aqui, com a cabeça cheia de responsabilidades. Trabalho, amor, amigos, família. Nenhum compromisso pode passar despercebido. Não posso magoar ninguém. Preciso levantar cedo para ganhar meu pão de cada dia.
Sinto-me lesada, mas a vida não tem Procom!
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